Cegueira por Diabetes

See no evil

Segundo dados da OMS em 2013 estima-se que tenham mais de 380 milhões de diabéticos no mundo, 46% destes ainda não diagnosticados. Na América central e do sul seriam 24 milhões de pessoas acometidas por essa doença. Questões como crescimento populacional, envelhecimento, dietas inadequadas, obesidade e sedentarismo favorecem o crescente número de casos. Imaginem que daqui 20-30 anos todo esse pessoal poderá ter algum grau de retinopatia diabética e 30-50% poderão estar com a forma grave da doença. A DM é a causa mais frequente de cegueira entre a população ativa, em países desenvolvidos correspondendo a 30% dos pacientes cegos. As alterações oculares que podem conduzir a cegueira no DM são: retinopatia diabética, caratata, glaucoma e neuroftalmopatia.

No Brasil, em torno de 12 milhões de pessoas sofrem de diabetes e as estimativas infelizmente são imprecisas. A doença cresce assustadoramente e oferece um risco alto de perda de visão, embora haja prevenção através de tratamentos regulares. O problema é que muitos pacientes simplesmente ignoram o acompanhamento oftalmológico e só procuram atendimento quando perdem a visão.

De acordo com a Dra Roberta Siqueira, oftalmologista especialista em retina e vítreo, o paciente diabético deve ter atenção para prevenir problemas oculares, renais e cardíacos. Na parte oftalmológica ser examinado periodicamente além de se submeter a um exame de fundo de olho bastante minucioso. Quando esse cuidado é levado à risca, costuma prevenir 95% da perda de visão relacionada ao diabetes.

A orientação mais valiosa que podemos dar é: “Logo após o paciente tomar conhecimento que se tornou diabético, deve iniciar acompanhamento oftalmológico”. Como o comprometimento da retina pode ser assintomático nas fases iniciais, o exame de fundo de olho é fundamental para detectar pontos e vasos sanguíneos propensos a romper e desencadear hemorragia”, ressalta.

Existem diversas opções de tratamento para a retinopatia diabética. Tratamentos a laser, injeções e cirurgias. “Temos visto a ciência avançar muito no campo farmacológico. E como a retina apresenta pouca absorção para uso de colírios foi desenvolvido tratamento com injeções, que suplantam essas “barreiras” e tem maior atividade no fundo do olho”. Embora estudos realizados nos últimos anos apontem para o sucesso das injeções intravítreas de antiangiogênicos em pacientes com retinopatia diabética, a médica alerta que não servem para todos os casos. “O principal papel dos antiangiogênicos é para os casos mais graves da doença (forma proliferativa) favorecendo a melhora das hemorragias, da oxigenação, ajudando a reduzir edema e com isso ajuda a evitar a perda de visão. São excelentes para casos selecionados e existem critérios bem estabelecidos para o uso destes medicamentos, de acordo com pesquisas científicas em diversos centros de referência mundiais.
O tratamento com injeções de antiangiogênicos precisa ser repetido em intervalos regulares para atingir resultados duradouros e de nada adianta todo esse avanço farmacológico se o paciente não estiver bem compensado do diabetes. Ensaios clínicos demonstram melhora na grande maioria dos casos. Por isso, vem sendo considerado um método altamente eficaz”, diz a especialista.
Se for diabético, redobre os cuidados com a sua visão, procure seu oftalmologista.

Por Dra Roberta Siqueira, CRM 9903

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Observações

  1. Lúcia Joseph Diz: abril 29, 2017 at 6:47 am

    É de suma importância para os diabéticos informações dessa natureza pois é através de informações que as pessoas procuram se tratar. Abraços.

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